sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Lutando Com O Ego Com Uma Espada De Papelão


Pergunta: Por que o mundo de Nekudim se quebrou?

Resposta: O mundo de Nekudim fez um erro de cálculo. Ele pensou que ele poderia gerenciar o recebimento de toda a Luz infinita do Final da Correção “para doar”, mas falhou uma vez que inesperadamente começou a sentir auto gratificação. Ele nem mesmo compreendeu que existiam tão profundos desejos nele e, contra eles, tal Luz elevada, tais imensos prazeres.

Rabash demonstrou isso ao contar a história sobre um homem que foi a uma festa de casamento pensando que ele poderia agradar a noiva e o noivo celebrando e dançando com os outros convidados. Porém, depois de alguns drinques, ele eventualmente perde seu senso de realidade e começa a ficar ruidoso à mesa. Assim, ele foi retirado da festa, levado para casa, para sua mulher, e desde então ninguém quis convidá-lo para casamentos.
Agora, ele precisa se corrigir e começar a observar suas ações; em qual estado ele chega à festa e o quanto ele pode beber, o que é somente um pouquinho para homenagear o anfitrião e nunca ultrapassar os limites. Uma história semelhante aconteceu ao mundo de Nekudim.

Ainda assim, nada disso foi em vão. O mundo de Nekudim se quebrou para mostrar ao ser criado o que ele é em comparação com o Criador. De fato, tudo que foi revelado a ele antes da quebra não era real, aparentemente. Nunca antes a criatura foi capaz de ver a essência do seu desejo egoísta quando ficou de fronte da Luz transmitindo prazer. Ela sempre agiu com a intenção de “doar” dada pelo Criador.

O Criador criou a criatura no mundo Infinito, a preencheu com toda Luz Infinita em todos os desejos (Kelim), e lhe deu todas as intenções. Então, a criatura fez uma restrição, quer receber para doar, tudo graças à força da Luz presente nela.
Isso não é difícil de entender: eu sou operado pela Luz, e eu sigo suas ordens. Não sou eu quem atua, mas as duas forças do Criador: o desejo de receber e o desejo de doar. O mesmo pertence à natureza na espiritualidade. O inanimado e o vegetativo, animais santos e anjos, todos são sujeitos a esse mecanismo.
À natureza da criatura é revelada essa primeira vez quando a criatura atua independentemente, que é durante a quebra dos mundos. A criatura faz cálculos baseados na Luz que está presente nela e pensa que ela pode (como sempre fez antes) receber toda a Luz para doar, dessa forma completando a correção.

De repente, acontece que tudo que foi feito antes foi feito pela força da Luz, por sua força de doação que preenche você. Nunca foi sua decisão; simplesmente lhe foi dado no seu nascimento. Agora, pela primeira vez, sua própria natureza vem à superfície.

Assim, depois da quebra, nós já podemos falar de alguma criatura que executa atos independentes. Ela junta seus desejos vazios aos quais falta a tela e diz: “E agora, eu irei fazer eu mesma e receber a Luz neles para doar” é como um tolo e teimoso filho que, ao invés de uma arma real recebida de seu pai, o Rei, decide ir para a guerra com um escudo e uma espada de brinquedo como descreve a fábula.

[32635]
Da 3ª Parte da Lição diária de CAbala, 12/1/2011, Talmud Eser Sefirot

Fonte: Lutando Com O Ego Com Uma Espada De Papelão

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Conto sobre o Duende e o Mago


Esta história ocorreu há muito tempo. Havia um balde de cor azul que estava cheio de luz branca até as bordas. Cada dia ocorria o mesmo milagre e o balde se enchia com a luz.
Neste balde azul vivia um pequeno duende. Sim, sim. A luz presenteou ao duende uma bicicleta, um sorvete, um televisor, uma bola para jogar futebol e muitas outras coisas, tudo o que o duende queria. O duende era muito feliz.
Um dia, quando o balde novamente se encheu de luz e de presentes, o duende ficou muito nervoso e começou a pensar. “Sou eu quem faz tudo isso? Talvez há alguém que me presenteia esta luz?”.
O duende olhou para cima e sorriu. Ele viu que um grande mago estava olhando para ele lá de cima. O mago amava muito ao duende e fazia tudo para fazê-lo feliz.
O duende entendeu isso e começou a sentir envergonhado porque ele não tinha nada para presentear ao mago…
No dia seguinte, quando o balde se encheu de luz novamente, o duende pensou: “Eu não quero ser mais um duende que só recebe os presentes. Quero ser como o grande mago para doar a outros a felicidade e a luz”.
O duende olhou para o mago e disse para ele: “Grande Mago! Não me entregues nada mais. Eu gostaria de ser como tu. Eu gostaria só de doar e não receber. Lamentavelmente, não tenho nada para te dar. A única coisa que posso fazer para ser semelhante a ti é não receber nada”.
No dia seguinte, o balde não tinha luz e estava totalmente escuro. O duende se sentiu vazio. Também, sentiu que o mago estava triste. Então, o duende novamente falou ao mago: “Grande Mago! Eu gostaria de ser como tu e dar presentes. Tudo o que tenho recebido é teu, por isso me senti envergonhado. Mas agora, vejo que estás triste. Talvez, poderei doar a felicidade ao receber presentes de ti. Agora entendo que me presentear te faz feliz. Desta maneira, podemos ser felizes juntos”.
O mago novamente começou a encher o balde com a luz. Desta vez, o duende não a recebeu para si mesmo. Desta vez, o duende recebeu a luz para fazer o mago feliz. De tudo que o duende recebia, ele queria entregar a felicidade ao mago. Por exemplo, quando o duende recebia um chocolate e comia um pedaço, ele verificava se isso fazia o mago feliz. Quando o duende via que o mago estava encantado ao dar-lhe presentes, ele seguia comendo o chocolate.
Assim, o mago seguia enchendo o balde com a luz cada dia mais e mais. O duende cresceu e se parecia mais com o mago. Agora o duende podia desfrutar mais para doar mais prazer ao mago. Por exemplo, em vez de bicicleta e de boneca, o duende recebeu um carro e uma noiva.
Desde esses tempos e até hoje, o balde azul está sempre cheio de luz. O duende e o mago vivem em paz e harmonia porque cada um vive para fazer feliz ao outro. O duende, cada vez que recebe um presente e se alegra por isso, doa felicidade ao mago.

Vídeo Contos sobre o duende e o mago

Autor: Meira Levi
 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A Mina da Alma

dentro de "Histaclut Pnimit 1" (letra 3) dentro do livro "Talmud Eser Ha-Sefirot"

A alma é a parte Divina de Deus,
Como uma pedra da mina na montanha,
Porque a essência da montanha e a essência
Da pedra são iguais,
E não há nenhuma diferença entre a pedra
E a montanha,
Apenas que a pedra é parte da montanha,
E a montanha é parte do "Todo".


Extrato do livro "La Sabiduria del Corazon" pag.:67

Vaso para a abundância

Parábola do livro "Dargot HaSulam 2" do Rabash
A abundância em si
parece um grande mar.

Há quem succiona com dedal,
E há quem succiona
com baldes.

Extrato do livro "La Sabiduria del Corazon" pag.:77

Um começo fraco

Um começo fraco

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Em vez de forçar-se a ser sociável, deixe a luz fazer o seu trabalho




Recebi uma pergunta: Se uma pessoa começou seu desenvolvimento espiritual sendo adulta, e antes sempre viveu distante da sociedade, mantendo apenas relações de trabalho com os demais, devo agora fazer um esforço para conectar com os outros?

Minha resposta: Não faça nada artificial ou se force de alguma maneira. Deve apenas estudar Cabala e a Luz o vai transformar, corrigindo exatamente como você deve ser corrigido. Ninguém neste mundo conhece quais são estas correções, exceto a Luz. Apenas a Luz pode nos trazer de volta à fonte, o único estado verdadeiro. Isto é válido tanto para os indivíduos como para o governo e para o mundo todo. Não busque caminhos distintos ou idéias nacionalistas e deixe de inventar outros modelos e conceitos. Basta continuar vivendo como antes, deixar que a Luz entre em você e faça seu trabalho; então você se encontrará dentro da perfeição.

Fonte: http://laitman.es/category/luz/